sexta-feira, 28 de março de 2008

Ama e faz o que quiseres


As acções dos homens
não se diferenciam senão
pela raiz da caridade.
Muitas coisas podem,
de facto, apresentar
uma boa aparência,
mas não procedem
da raiz da caridade:
mesmo os espinheiros
têm flores.
Pelo contrário,
certos gestos
parecem rigorosos
e até cruéis,
mas são feitos
para educar
e são inspirados
na caridade.

Aqui fica, de uma vez para sempre,
resumido o princípio:
ama e faz o que quiseres!
Se tu te calares, cala-te por amor;
se tu falares, fala por amor;
se tu corrigires, corrige por amor;
se perdoares, perdoa por amor;
que a raiz do amor esteja dentro de ti,
uma vez que desta raiz
não pode proceder senão o bem.
A caridade não é maldosa nem preguiçosa;
não é branda, nem tão pouco fraca;
não é abúlica, nem permissiva.

Não te iludas
pensando que amas o teu filho
só porque não lhe impões
uma regra de vida,
ou que amas o teu próximo
só porque não te queixas dele.
Isso não é caridade, mas fraqueza.
Não se ama no homem o erro,
mas o homem".

Santo Agostinho

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